Mãe e bebê no chão

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  • Teresa Mateus

Objetos e Fenómenos transicionais



Os objetos transicionais mais comuns são uma fraldinha, um peluche, uma almofada ou a chucha.

Em alternativa a um objeto, alguns bebés podem preferir fenómenos transicionais, como balancear, chuchar no dedo, mexer no próprio cabelo, cantar músicas, etc.


Quando costumam surgir estes objetos?


A escolha destes objetos costuma surgir durante o primeiro ano de vida dos bebés, sendo mais frequente

a partir dos 4 meses em diante.


Para que servem estes objetos?


Estes objetos são de extrema importância para o bebé, tendo a função de lhes dar conforto e de os ajudar a acalmar e regular principalmente na ausência dos pais.


Como é que estes objetos são escolhidos?


O objeto transicional não é um objeto qualquer, é um objeto “escolhido” naturalmente pelo bebé, não podendo por isso ser imposto. No entanto, sabemos que muitas vezes os próprios pais introduzem o uso de determinados objetos (fraldinha, peluche, chucha, etc) ou comportamentos (cantar, embalar, etc) em momentos de sono, angústia, tristeza, medo ou separação acabando, por vezes, por facilitar a preferência do bebé por esses objetos e/ou fenómenos.


Porque surgem estes objetos?


A existência destes objetos ou fenómenos fazem parte do normal desenvolvimento emocional do bebé.

Surgem para o ajudar a lidar com uma fase muito desafiante, na qual se apercebe que os pais são pessoas separadas dele mesmo (e vice-versa) e que por isso podem desaparecer, ficando ele sozinho. Assim, quando os pais se afastam, o bebé pode ficar numa grande angústia. No pico desta fase é possível observar que alguns bebés voltam a exigir muita proximidade dos pais e reagem muito à sua separação.


Como funcionam estes objetos?


Estes objetos funcionam como uma espécie de substitutos dos pais e dos cuidados envolvidos nessa relação, principalmente na ausência dos mesmos. É por isso que os objetos costumam ter características particulares como por exemplo serem macios (como a pele) ou poderem ser desfiados (como os cabelos), para que possam reproduzir as sensações vividas na relação com os pais. O cheiro e a textura são também importantes, pelo que se recomenda que estes objetos não sejam lavados com frequência.


Quando se devem largam estes objetos?


Não existe uma idade certa para serem largados, mas é esperado que gradualmente estes objetos se tornem cada vez menos necessários. É possível observar que as crianças começam a recorrer com menos frequência a estes objetos à medida que desenvolvem outros recursos e capacidades para se regular emocionalmente

Por volta dos 6/7 anos a maior parte das crianças já não precisa de recorrer por completo aos seus objetos transitivos, ainda que os possam querer manter.


Como podem os pais lidar com estes objetos?


Como vimos, estes objetos e/ou fenómenos cumprem uma função importante pelo que a sua utilização deve ser entendida e respeitada até que se tornem desnecessários para a criança.

Não devem por isso ser retirados antes do tempo ainda que, para que a criança possa ter a oportunidade de desenvolver outros recursos, os pais possam limitar gradualmente o seu uso à medida que a criança seja capaz de tolerar alguma frustração e regular-se emocionalmente de outras formas.





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